
SÓ UMA SAUDADE
Paulo Gondim
11/05/2007
Às vezes, me sinto só, calado, de lado
Meio deslocado, te todo abandonado
Na minha solidão
Minha só
Eu só.
Às vezes, sinto a falta de alguém
Que eu sei me querer bem
E, como vive só, também
Me trás a tentação
E por opção
Foge
E nessa fuga disparada
Sei que não represento nada
E faço esta paixão tão disfarçada
Finjo, não saber,
Não querer ver
Mas, não deixo de olhar
Mas, como sei que me pedes tudo
Embora não queira, dou e me faço mudo
Perco a vergonha, sem saber, contudo,
Que meu viver é teu e não tem jeito
Este é meu maior defeito
Ser teu escravo, de tua vontade
Renuncio a mim e a toda vaidade
Me volto para ti, te imploro
Não me deixes ser, apenas uma saudade
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A pedido de Tereza Cordioli
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TERESA,FELIZ ANIVERSÁRIO!Paulo Gondim13/11/2006
-.-.-
Oh, Tereza, “meu amor”
Já que tanto reclamou
Não fique brava comigo
Serei sempre seu amigo
-.-.-
Apesar das divergências
E de tantos apelidos
Somos todos teus queridos
Como és querida por nós
E em todos os sentidos
Tendo em ti a grande amiga
Jamais nos sentimos sós
-.-.-
Os poetas já disseram
Do seu apreço por ti
As poetisas Queridas
Almejam belo porvir
E este humilde versista
Longe de ser cordelista
Não se cansa de te ouvir
-.-.-
Não tem nada a ver com quinze
Pois de quinze também sou
Também fiz aniversário
E ninguém comemorou
O teu será em novembro
O meu se deu em setembro
Nem percebi, já passou !
-.-.-
É assim, minha querida
Que chamo de “meu amor”
A grande mestra do SITE
Que chamo de Beija-flor
Fiz pra ti“O MENSAGEIRO”
“BEIJA-FLOR ALCOVITEIRO”
“MEU COLIBRI” que voou.
-.-.-
Vê, és de todos mui querida
De poetas e versistas
Dos de cá e de além-mar
Pois a todos tu conquistas
Mesmo para reclamar
Mas teu reclamo é sincero
E agora o que mais quero
É te parabenizar
Feliz aniversário !!!!
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AINDA NAS PEDRAS DA RUA
Paulo Gondim12/09/2006
-.-
Preciso sair das pedras dessa rua escura
Que vai até ao rio, que se esconde na serra,
Enquanto eu cá, nesta terra, vivo por você,
Que não quer ouvir o que eu tenho pra dizer,
Nesta longa e dolorosa espera
-.-
E meu pensamento voa, alto
E me põe o peito em sobressalto
Desejoso pela volta tua
E assim me exponho
Quando me apareces, em sonho
Acordo e fico a olhar a rua
-.-
Mas você é mesmo osso duro de roer
Empina o nariz e não quer saber
E não quer mesmo ouvir o que tenho pra dizer
Faz pouco caso, desdenha e me humilha
E me diz para seguir em outra trilha
Que não te fale, não te siga, para não te ver
-.-
Mas a saudade não me faz consciente
E tua lembrança me faz tão impotente
Para reagir, para decidir, se inda quero ir
A tua procura, e mesmo assim, sem sair
Me pego a pensar em ti, nessa amargura
Mas, é ali, naquela rua escura,
De pedras reluzentes, à luz da lua,
Que me encontro sempre
Quando sinto de verdade
A dura realidade
Onde vejo tua sombra amada
A passear pela calçada
Penso ouvir dizer-me que inda serei tua
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Texto feito a partir de uma conversa com Tereza Cordiolli,“Que não quer ouvir o que eu tenho pra dizer” (disse)Apenas sugestão, coisa de poeta (dela)...
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Beija-flor alcoviteiro
(Paulo Gondim) 05.05.06
O mensageiro era o beija-flor
Que por aqui passou
Pegou a mensagem e voou
Ligeiro, em busca de meu amor
-.-
Com suas asas intermitentes
Num transparecer de cores
Fazendo no céu mil piruetas
E num vôo rasante, contente
Saiu beijando as violetas
-.-
E entregou a mensage
E pegou a resposta
Retomou a viagem
Enquanto eu, na dúvida,
Sonhava com tua imagem
-.-
Finalmente chegou
De longa jornada
Na minha morada, pousou.
E a resposta entregou
Solícita, tão esperada
-.-
E fingiu ir embora
Sem muita demora
Mas, foi só fingimento
Ficou por ali, do lado de fora
Escondeu-se nas folhas
Olhando pra mim
-.-
Esse beija-flor ligeiro
Tão alcoviteiro
Já se tornou meu cúmplice
Fica o dia inteiro querendo saber
O que diz a resposta,
O que disse você
Mas ele se engana,
Eu não vou dizer...!
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O mensageiro
Paulo Gondim04.05.2006 (29min)
Quando acordares amanhã
Receberás um beijo meu
Levado por um colibri
Que passou por aqui
E se fez mensageiro
-.-
Quando abrires a janela
Pensarás em mim
E ficarás horas a ver o céu
A contar as nuvens
Imaginando estrelas
Que brilharam no anoitecer
-.-
E verás as rosas frescas no orvalho
Que brilham para ti, no amanhecer
Ouvirás o canto dos pássaros
O pega-pega dos pardais
Te festejando na janela
-.-
E olhararás no céu, entre as folhas
Das árvores que cercam teu jardim
E verás aquele mesmo beija-flor
Voando de flor em flor
Esperando a resposta que terás pra mim
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Meu colibri (para Teresa Cordioli)
Paulo Gondim24.04.2003
Meu pequenino colibri não voltou mais.
Voou ligeiro, assustado, calado
Talvez pra não ver minha tristeza,
Que me faz o peito, assim, tão machucado
-.-
Meu pequeno colibri é engraçado.
Em todas as manhãs me visitava.
Só porque fiquei só, sem meu amor,
Também partiu: era só o que faltava...
-.-
Meu pequenino colibri não voltou mais.
Como minha fé, que também fugiu.
E na minha solidão, volto à janela
A perguntar ao vento se ele o viu
-.-
Meu pequeno colibri é misterioso.
Certamente volta, por aqui, escondido
E me vê sozinho, triste, pesaroso
A lamentar a dor de um amor perdido.
-.-
Ah, se eu pudesse ser aquele colibri...
Com certeza, também, aqui não ficaria;
Partiria pra longe, mundo afora,
Onde ninguém, jamais, me encontraria!
.-.
Postado por Teresa Cordioli
às 3:51 AM
Te Chamo!
Você que vive longe e mesmo assim
está tão perto e faz em mim
um tempo incerto de incertezas!..
quando me diz:
Tanta coisa eu faria por você!..
E são tantas as razões nesse universo de paixões
que me traz talvez loucura!nessa doçura de ti....
que me faz bem mais feliz!..
É tanto, tanto esse encanto
que até você não sabe quanto!...
me traz a paz e faz tão bem!..
Você que tantas vezes vem
e outras vezes me escapa!.
Você que me faz feliz e me mata!..
Você que é tanto, tanto assim….
E diz constantemente para mim: eu te adoro
E constantemente te chamo!..
Você me põe assim num
Instante que já não sei!..
E até já nem reclamo!..
Talvez um dia te direi: eu te amo!
Mas hoje se ainda não sei!
Com este bem e mal-estar
neste coração incerto por bem querer!..
Nesse tão intenso despertar
Não interessa o que disser…
Sei que um dia vou te amar!
de Angelino Pereira2007-01-06
Postado por Teresa Cordioli
às 7:22 PM