
MEUS AMIGOS DE SEMPRE
Só existem amigos de sempre.
Amigos de hoje ou amigos de ontem não existem, e se você acha que existem é exatamente porque não sabe, não provou da doçura de se ter um amigo. Pena.
Da condição rejuvenescedora que se faz quando se encontra um amigo de sempre, daqueles que ao encontrar basto um abraço, daqueles que apertam o rim mesmo e não se diz nada, nem é preciso abrir a boca.
Amigo de boca fechada é amigo de sempre.
Essa semana comemorou-se o dia do Amigo, grande data, em todo o mundo, não foi o dia da Amizade – comemorado em julho – mas o dia do Amigo.
Dito isso dá uma vontade danada de falar de amigos meus.
Mas penso, por cuidado e não por medo, que dizer-lhes o nome seria expô-los a um julgamento publico que levariam em conta muitas variáveis, mas nenhuma delas suficiente para avaliar cada amigo meu. O momento em que me tornei amigo de meu amigo ou ele se tornou amigo meu é um momento sublime, coisa explicada por Stephan Zweig em seu livro “Momentos Sublimes”.
Minha colega de faculdade a Maria Regina Ayres não gosta quando cito frases de outra pessoa em minhas crônicas, mas não definir como “momento sublime” o momento em que consegui um amigo de sempre é fugir a verdade e se o Stephan já o disse então lhe passo o credito da frase.
Mas a Lucinha, a Fátima, o Marcão da loja, o Zulão, o Jasmide, o Zé Fortes (boa cabeça até hoje), o Jorge, o Ruy, o Mane, Maria Cristina, Gisela, Vânia, Carlão, João Bolinha e muitos outros na mesma importância, são meus amigos de sempre.
Meus amigos de hoje soa exatamente assim como os meus amigos de sempre.
Meus amigos de ontem eu nunca os tive. Nunca os tive.
A falsidade dos falsos amigos deteriora o relacionamento e faz brotar o sentimento da inveja, condição necessária e suficiente para eliminar a possibilidade de sermos amigos para sempre.
Renato Russo, Milton Nascimento,MPB-4, Fagner e Guilherme Arantes fizeram poemas com o tema amigos, declamando a eternidade da existência de um amigo.
Amigo é para sempre e em todas as horas, os que fogem são apenas fujões mais nada que isso mesmo.
O beneficio da volta, ou reatamento é sempre simbólico, pois amigo de sempre não reatam apenas se reencontram, no mais delicioso sabor do Amor que possa imperar entre as almas dos seres humanos. O doce sabor do vicio do Amor entre amigos.
Quem tem um amigo, tem um tesouro.
Amigo é o que quando você vai lá ele já vem vindo aqui; que sabemos ou descobrimos que o ruim das amizades eternas – não dos amigos de sempre – são os indefectíveis rompimentos definitivos, não é mesmo Netinha?
A luta para ser amiga de sempre de seus amigos de sempre que a Netinha faz é que faz sentir-me, data vênia, amigo de sempre dela.
Paulo, Miguel, Neto, Elinho, ZÉ Pedro, Américo, Teresa, Luciana, Daniela e Serginho são amigos eternos assim como o Zé Francisco.
O Paulão me fez lembrar isso:- “Quando você estiver dando com os burros n’água, procure se aliar com os burros secos.”.
Amigo é para sempre.
Horácio Antonio, cronista e apreciador da fraldinha do Minerva.